Estudo prevê aumento de 40% nas mortes por câncer do colo do útero até 2050

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Um estudo publicado na revista Nature Medicine revela que o número de mortes por câncer do colo do útero pode aumentar em 39,3% até 2050, totalizando cerca de 522 mil óbitos anuais. Além disso, os novos casos da doença devem crescer 20,2%, superando 1 milhão de diagnósticos por ano. A pesquisa abrangeu dados de 204 países, incluindo o Brasil, e destaca a preocupação com os países de baixa renda, onde o acesso à prevenção é limitado.

Os pesquisadores estimaram que, só em 2023, o Brasil registrou aproximadamente 26,5 mil novos casos e 10,9 mil mortes. Esses números foram obtidos por meio de modelos estatísticos e diferem das estimativas oficiais do país. O estudo também aponta que, se as tendências atuais persistirem, nenhuma das regiões analisadas atingirá as metas de eliminação do câncer do colo do útero estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2050.

Os dados mostram que, em comparação com 1990, o Brasil teve um aumento de 94,9% nos novos casos e de 64,6% nas mortes, embora a taxa de mortalidade ajustada pela idade tenha diminuído em 39,9%. As taxas estimadas para 2023 foram de 19,8 novos casos e 7,8 mortes por 100 mil mulheres.

O estudo também revela desigualdades significativas entre países ricos e pobres. Em 2023, a taxa de incidência do câncer do colo do útero em países de baixa renda era mais de quatro vezes maior do que em países de alta renda. A África Subsaariana é a região mais afetada, com projeções de crescimento de 88,7% nos novos casos até 2050.

Para prevenir a doença, o Brasil oferece vacinação contra o HPV e está implementando uma nova estratégia de rastreamento baseada em testes moleculares. A OMS lançou uma estratégia global para eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública, mas as projeções atuais indicam que as metas não serão alcançadas sem um aumento significativo nas campanhas de vacinação e acesso a tratamentos.

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