Após a revelação de que um funcionário da Casa Branca contratou um avião para a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, o governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, adota uma postura pragmática. Diplomatas e assessores próximos ao presidente avaliam que é melhor não transformar o episódio em uma crise com o governo de Donald Trump.
A equipe de Lula acredita que Trump já enfrenta pressão interna sobre a ajuda na fuga do candidato derrotado, o que pode aumentar à medida que surgem questionamentos sobre quem arcou com os custos do jatinho contratado por Jason Miller, assessor do presidente americano.
Trump, que não se posicionou a favor de nenhum candidato nas eleições brasileiras, pode ver essa situação ser utilizada como argumento pelos democratas nas eleições de renovação do Congresso americano. O ex-presidente corre o risco de perder a maioria na Câmara e até a minoria no Senado.
Nos próximos dias, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, deve se encontrar com Marco Rubio durante a reunião dos chanceleres do G20. Este encontro será uma oportunidade para reafirmar que até o PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu a vitória de Lula nas últimas eleições.
Em dezembro, Lula terá uma reunião com Trump na cúpula do G20, e sua equipe destaca a importância de manter uma relação construtiva, já que o presidente americano ainda tem dois anos de mandato pela frente, o que pode ser vantajoso para as negociações que beneficiem o Brasil.


