A defesa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, protocolou um parecer no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (29), alegando que o celular do banqueiro foi alterado após sua apreensão em novembro de 2025. Segundo os advogados, o aparelho registrou atividades enquanto estava sob custódia do Estado, sem documentação que comprove quem o manuseou e por qual motivo.
O documento apresentado pela defesa questiona as provas utilizadas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro. Os advogados solicitam que a PF apresente dados que, conforme afirmam, foram pedidos desde fevereiro deste ano. A defesa também destaca que a perícia foi requerida devido à falta de reconhecimento da veracidade de conteúdos vazados do celular.
De acordo com a análise, no dia da prisão de Vorcaro, 657 arquivos foram modificados e 436 novos arquivos foram criados, incluindo imagens e bancos de dados. O relatório menciona atividades no aparelho mesmo quando este estava em modo avião e sob custódia policial, levantando questionamentos sobre a integridade das provas.
A defesa pede a preservação imediata dos dados brutos da extração do celular, incluindo registros técnicos e documentação da cadeia de custódia. Além disso, solicitam acesso a registros fotográficos e informações sobre o manuseio do aparelho durante a abordagem policial.
Recentemente, a Polícia Federal indiciou Vorcaro e outros 14 suspeitos de envolvimento em condutas ilegais relacionadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). O inquérito, que possui mais de 700 páginas, aponta Vorcaro e Paulo Henrique Costa como parte do núcleo estratégico de uma organização criminosa que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB entre 2024 e 2025.


