O governo federal decidiu prorrogar, por mais 30 dias, o subsídio ao diesel, mantendo o valor em R$ 2,12 por litro. A medida visa mitigar os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo, que têm sido influenciados por conflitos no Oriente Médio e pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Recentemente, o barril do petróleo Brent, referência global, foi negociado entre US$ 100 e US$ 106, chegando a US$ 113,17 no dia 22 de outubro. O governo alerta que qualquer valor acima de US$ 70 provoca forte pressão nos preços internos. Além disso, a desvalorização do real contribui para o aumento dos custos de produção e importação do diesel.
Embora o Brasil seja um grande produtor de petróleo, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado. Em agosto, as importações representaram 23,14% das vendas de diesel A. O preço do diesel comum subiu 6,67% na primeira quinzena de outubro, atingindo R$ 7,20 por litro, enquanto o diesel S-10 aumentou 5,07%, chegando a R$ 7,46 por litro.
Esse aumento impacta diretamente o agronegócio, elevando os custos de frete e produção, o que pode ser repassado aos preços dos alimentos. Agricultores do Rio Grande do Sul já expressaram preocupações sobre a possível falta de diesel em um momento crítico para o plantio da safra de verão.
A dependência de importações de diesel é atribuída à capacidade de refino do Brasil. Apesar do crescimento na produção pela Petrobras, a demanda ainda não é totalmente atendida. Especialistas afirmam que a modernização das refinarias e a redução da dependência de insumos importados são fundamentais para tornar o setor menos vulnerável às oscilações de preço.
