Durante uma expedição científica no norte do Peru, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidad Nacional de Trujillo encontraram um fêmur de titanossauro, um fóssil raro e bem preservado. A descoberta ocorreu em julho de 2026, na região de Bagua Grande, a cerca de mil quilômetros de Lima, e surpreendeu os cientistas envolvidos, como o geólogo Alessandro Batezelli, que comparou a raridade do achado a ganhar na loteria.
Além do osso de dinossauro, a equipe também localizou fósseis de crocodilos, incluindo um crânio inédito na região. A expedição, que envolveu colaborações com o Serviço Geológico Peruano e a Universidade de São Paulo (USP), foi marcada por importantes descobertas que podem contribuir para o entendimento da fauna que habitou a Terra milhões de anos atrás.
Após a coleta, os fósseis precisam passar por um processo de preparação antes de serem estudados. Segundo o paleontólogo Max Cardoso Langer, da USP, é necessário remover as rochas que envolvem os fósseis para expor as estruturas que serão analisadas. Essa etapa é fundamental para identificar se o material pertence a uma nova espécie e para compreender suas características anatômicas.
Os pesquisadores ressaltam que o estudo de fósseis é crucial para entender as transformações que o planeta sofreu ao longo de sua história. Langer enfatizou que a Terra passou por muitas mudanças e continuará a passar por outras. O osso encontrado no Peru representa mais uma peça do quebra-cabeça que os cientistas tentam montar sobre o passado da vida na Terra, e ainda há muito a ser descoberto nessa área de pesquisa.
