A reta final das eleições de 2026 tem sido marcada por uma série de denúncias de violência política em várias regiões do Brasil. A agressão a eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) contra apoiadores do candidato eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um dos principais focos das ocorrências. Entre os casos, estão agressões físicas e ataques com objetos, incluindo a morte de um homem após ser agredido no litoral de São Paulo.
Em Montes Claros (MG), a vereadora Iara Pimentel (PT) foi atacada durante uma carreata de apoio a Lula. O carro de som da campanha foi alvo de garrafas e tijolos, e a vereadora sofreu ferimentos no rosto, necessitando de atendimento médico. A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso, que também envolveu agressões a outras três pessoas.
Em Santos (SP), o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi agredido por um grupo durante uma live, enquanto se afastava de um ato político. Ele foi vítima de latrocínio e teve a morte cerebral confirmada pela família. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca identificar os agressores.
Além disso, em Campo Grande (MS), apoiadores de Lula foram agredidos por um bolsonarista, enquanto em Santarém (PA), motociclistas que apoiavam Lula também sofreram ataques. Em Porto Velho (RO), um carro com apoiadores de Lula foi atacado a tiros, resultando em ferimentos para uma das ocupantes.
Os episódios de violência se estenderam a Florianópolis, onde uma viatura da Polícia Militar atropelou um motociclista durante as comemorações pela reeleição de Lula. Em Minas Gerais, agressões foram registradas contra uma mulher e uma adolescente durante um ato político. No Rio de Janeiro, um vídeo mostrou um homem negro sendo conduzido por uma corrente em um ato de apoio a Flávio Bolsonaro, gerando repercussão e pedidos de investigação por parte de autoridades locais.
