Aumento de denúncias de assédio eleitoral no trabalho em outubro de 2026

Mais lidas

As denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) atingiram 2.009 até as 17h de segunda-feira (26), com 1.190 registros apenas em outubro. Esse número representa um aumento de 115,6% em comparação a setembro, que teve 552 queixas. Em outubro, a média foi de aproximadamente 46 denúncias diárias, totalizando cerca de 59,2% das denúncias do ano até agora.

São Paulo lidera os registros, com 350 denúncias, seguido por Minas Gerais com 212 e Rio de Janeiro com 169. Entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, o MPT recebeu 946 queixas, embora o total ainda esteja abaixo das mais de 3,3 mil denúncias registradas em 2022, que representaram um aumento de 1.600% em relação a 2018.

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores tentam influenciar o voto dos funcionários por meio de ameaças, como demissão ou rebaixamento, ou promovem atividades políticas no ambiente de trabalho. Desde maio de 2023, a Justiça do Trabalho registrou 863 processos relacionados ao tema, com 233 apenas em 2026.

Para combater essa prática, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implementou novas resoluções que proíbem o assédio eleitoral em ambientes de trabalho e responsabilizam os infratores. O MPT já obteve 52 decisões liminares para proteger o direito ao voto livre dos trabalhadores, destacando a importância de agir rapidamente contra essas condutas.

Os trabalhadores podem denunciar o assédio eleitoral ao MPT de forma anônima ou identificada, fornecendo informações detalhadas sobre os fatos. Além disso, o MPT, a Justiça do Trabalho e outras entidades estão disponíveis para receber denúncias e orientar sobre os direitos dos trabalhadores em situações de pressão política no ambiente de trabalho.

Últimas Notícias