Lula conquista quarto mandato com virada histórica e recorde de votos

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A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais foi marcada por uma combinação de fatores que resultaram em um quarto mandato inédito. Lula, que havia iniciado a disputa com uma desvantagem de 2,2 milhões de votos para Flávio Bolsonaro (PL), conseguiu reverter essa situação e terminou com uma vantagem de 4,4 milhões, totalizando 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos.

Entre os fatores que contribuíram para essa virada estão o aumento do comparecimento às urnas, que caiu a abstenção de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, e a redução de votos brancos e nulos, que passou de 5,98 milhões para 4,15 milhões. Com 2,83 milhões de eleitores a mais participando da votação, o cenário se tornou favorável para o petista.

Lula também obteve um crescimento expressivo em sua votação em todos os estados, com destaque para São Paulo, onde aumentou sua quantidade de votos em 2,6 milhões. O petista conseguiu reverter o resultado em 211 cidades que haviam votado em Flávio no primeiro turno, incluindo a capital fluminense. Em Minas Gerais, Lula venceu com 50,43% dos votos, refletindo a tendência nacional.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro viu sua votação diminuir em seis estados e perdeu votos em 939 municípios, apesar de ter crescido em termos gerais. A maior queda foi registrada em Macapá (AP), onde seu total de votos caiu de 124.378 para 120.593.

A soma de todos esses fatores levou Lula a alcançar a maior votação já registrada por um candidato à Presidência no Brasil, superando seu próprio recorde de 60,3 milhões de votos obtidos em 2022. A diferença de 4,4 milhões de votos em relação a Flávio Bolsonaro marca uma ampliação significativa em comparação à eleição anterior.

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