Histórico de Votações: Amazonas e Minas Gerais e a Presidência desde 1989

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Desde 1989, Amazonas e Minas Gerais têm se destacado nas eleições presidenciais, com um padrão que se mantém: os candidatos que obtêm mais votos nesses estados acabam por vencer a disputa pela Presidência da República. Essa tendência se confirmou novamente no segundo turno das eleições de 2026, realizado no último domingo (25), quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vitorioso.

No Amazonas, Lula conquistou 54,02% dos votos válidos, enquanto em Minas Gerais ele obteve 50,43%. Esses resultados fazem parte de um levantamento que considera as dez eleições presidenciais desde a redemocratização, analisando os votos do turno em que a votação foi finalizada.

Historicamente, o Amazonas apresentou os maiores percentuais de apoio ao candidato eleito em 2006 e 2010, com Lula recebendo 86,80% e Dilma Rousseff 80,57%, respectivamente. Em 2018, a disputa foi mais acirrada, com Jair Bolsonaro (PSL) vencendo Fernando Haddad (PT) por uma diferença de apenas 9.556 votos.

Em Minas Gerais, os resultados costumam refletir de maneira mais próxima a média nacional. Em 2026, Lula teve 50,43% dos votos válidos, enquanto a média nacional foi de 51,49%. A eleição de 2022 também mostrou uma diferença pequena, com o petista obtendo 50,20% em MG.

No segundo turno de 2026, Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais por uma margem de 109 mil votos, após ter terminado o primeiro turno com uma desvantagem de 589 mil votos. Essa foi a disputa mais apertada do país, com apenas 0,86 ponto percentual separando os candidatos.

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