Críticas e reunião de emergência no TSE após prorrogação de votação por Zanin

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A prorrogação do horário de votação do segundo turno, decidida pelo ministro Cristiano Zanin do STF, gerou descontentamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ministros próximos a Zanin criticaram a demora do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em resolver a situação, que já se arrastava por horas, considerando a gravidade dos problemas relatados.

Após relatos de dificuldades no transporte, como cancelamento de voos e problemas com ônibus em diversos estados, a equipe técnica do TSE recomendou que a votação encerrasse às 17h, enquanto aguardavam informações mais precisas, especialmente da Bahia. Kassio Nunes Marques solicitou um retorno do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia em até meia hora, por volta das 16h.

Com a indefinição do TSE, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em ação, acionando o Supremo às 15h46 para solicitar a prorrogação. Zanin foi designado relator do caso às 16h29 e a decisão de extensão foi divulgada à imprensa às 17h03. A Procuradoria-Geral Eleitoral se posicionou contra a prorrogação, defendendo que o horário de votação deveria ser mantido conforme a lei.

Diante da situação, Kassio Nunes Marques convocou uma reunião de emergência com os colegas do TSE, enquanto os TREs informavam que não poderiam reabrir seções já fechadas. Após um telefonema entre Nunes Marques e Zanin, foi acordado um ajuste na decisão, aplicável apenas às seções ainda abertas.

Em pronunciamento, Nunes Marques expressou confiança no processo eleitoral e destacou que a prorrogação deve ser cuidadosamente planejada. A partir desta segunda-feira (26), técnicos do TSE iniciarão estudos para avaliar o impacto da prorrogação, comparando o número de eleitores que se registraram após as 17h com dados do primeiro turno.

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