PF solicita afastamento do prefeito de Jaú por corrupção e ‘gabinete paralelo’

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A Polícia Federal de Bauru (SP) pediu o afastamento imediato do prefeito de Jaú, Ivan Cassaro (PSD), em um inquérito que investiga corrupção, organização criminosa e crimes eleitorais. A solicitação está no relatório final da investigação, que envolve também outras 12 pessoas.

O pedido de afastamento visa evitar possíveis retaliações ou intimidações a testemunhas, uma vez que Cassaro exerce influência sobre servidores públicos. Ele foi indiciado por corrupção passiva, organização criminosa e corrupção eleitoral, sendo este seu segundo mandato, após vencer as eleições de 2024.

A investigação revelou a existência de um ‘gabinete paralelo’ na administração municipal, que manipulava a opinião pública e o debate político em Jaú. Comunicadores eram pagos clandestinamente para promover a gestão e atacar adversários, recebendo cerca de R$ 1,5 mil mensais.

Além disso, um responsável pelas obras do estádio municipal relatou que pagamentos ficavam retidos na prefeitura até que ele realizasse repasses via PIX a comunicadores indicados. O esquema tinha como objetivo promover a imagem de Cassaro e influenciar o eleitorado local.

A Operação Mídia Cativa, deflagrada em maio de 2026, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Jaú e cidades vizinhas. Um ex-secretário coordenava os repasses financeiros, enquanto um secretário em exercício enviava pautas e orientações editoriais. A Prefeitura de Jaú declarou que o caso está sob segredo de justiça e que se manifestará apenas no âmbito judicial.

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