Neste domingo (25), eleitores de Bauru, São Paulo, demonstram seu compromisso com a democracia ao votarem no segundo turno das Eleições 2026, mesmo a milhares de quilômetros de casa. O g1 conversou com Adham Marin, um jornalista e estudante de medicina que reside em Buenos Aires, Argentina, e com a professora Sabrina Mårtensson, que vive em Estocolmo, Suécia. Ambos destacam a relevância de participar das decisões que moldam o futuro do Brasil.
Adham, que se mudou para a Argentina em 2022, transferiu seu título de eleitor assim que chegou ao país. Para ele, votar é um direito conquistado e fundamental. Ele compartilha que, apesar das dificuldades, como longas filas e chuvas no primeiro turno, está determinado a exercer seu direito de voto novamente. “Não arredo o pé por nada”, afirma, ressaltando a importância de votar em um projeto de país que beneficie todos os brasileiros.
Sabrina, que se mudou para a Suécia em busca de oportunidades, também fez a transferência do seu título de eleitor em 2025 e vota no exterior pela primeira vez em 2026. Ela acredita que morar fora não a afasta do Brasil e vê o voto como uma forma de continuar contribuindo para o futuro do seu país. Para o segundo turno, espera que a votação seja marcada pelo respeito e pela participação consciente dos eleitores.
Os brasileiros que residem fora do país e têm domicílio eleitoral transferido podem votar apenas para presidente e vice-presidente. O voto é obrigatório para alfabetizados entre 18 e 70 anos. Aqueles que não comparecerem devem justificar a ausência à Justiça Eleitoral. A votação ocorre em embaixadas e consulados, e os eleitores podem consultar seus locais de votação pelo aplicativo e-Título ou pelos canais oficiais do TSE.
