Samu, 52h de duração e iPhone 17 como prêmio: o que está por trás de ‘reality show’ improvisado que virou caso de polícia em SP

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Um evento que simulou um reality show e manteve participantes em pé ao redor de uma caminhonete, com as mãos na lataria, durou 52 horas em Piracicaba (SP) e terminou com um competidor precisando de socorro do Samu. A ação, realizada entre a manhã de sábado (10) e a segunda-feira (12) na Avenida Armando de Salles Oliveira, foi promovida por uma loja de celulares e outra de motos elétricas como forma de propaganda e era transmitida pelas redes sociais.

Cerca de 30 pessoas participaram do desafio, que tinha como prêmio principal um iPhone 17 para quem resistisse por mais tempo. A dinâmica, organizada por Lucas Barbosa, proprietário das lojas, visava gerar entretenimento. Os participantes precisavam ficar em pé, com as mãos na caminhonete, sem dormir. A hidratação e alimentação eram controladas a critério do organizador, e o acesso ao banheiro, liberado apenas uma vez durante a madrugada.

A maratona de resistência, que envolvia sorteios e brincadeiras para eliminar competidores, foi transmitida ao vivo por influenciadores digitais e páginas ligadas às lojas. Em vídeos divulgados durante o evento, Lucas Barbosa oferecia dinheiro e outros prêmios para quem desistisse da competição. Laís Lima, influenciadora local, foi a vencedora final, superando o vendedor Nilson Sousa.

O evento, contudo, levantou preocupações legais e de segurança. O Ministério da Fazenda, através da Secretaria de Prêmios e Apostas, informou que a promoção não possuía autorização para ocorrer, o que levou à abertura de uma investigação. A pasta destacou que esse tipo de ação exige autorização prévia e diretrizes rígidas, incluindo limites de duração e equipes de emergência no local.

Além da esfera administrativa, o caso também se tornou objeto de investigação pela Polícia Civil de São Paulo, acionada pela Secretaria de Segurança Pública. A investigação apura o crime de “perigo para a vida ou saúde de outrem”, especialmente após a participação de um adolescente de 17 anos no desafio. Os organizadores podem enfrentar penalidades caso as irregularidades sejam confirmadas.

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