Vídeo mostra momento em que secretário e marido da prefeita de Bauru é levado durante operação contra fraudes em licitação

Mais lidas

O secretário de Governo de Bauru, Renato Purini, foi detido na manhã desta sexta-feira (16) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Purini, que também é marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), foi levado em uma viatura policial após o cumprimento de mandados de busca em sua residência e na sede da Prefeitura de Bauru.

A ação é um desdobramento da chamada “Operação Cavalo de Troia”, que apura supostas fraudes em licitações. Investigações anteriores já haviam resultado na prisão de ex-secretários ligados à administração municipal. O vídeo que circula mostra o momento em que Purini é conduzido pelos agentes, entrando algemado na prefeitura.

Em nota oficial, a Prefeitura de Bauru confirmou a presença do Gaeco nas dependências do Executivo, mas declarou desconhecer os detalhes do inquérito. O Executivo municipal assegurou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar os esclarecimentos necessários.

As apurações do Gaeco tiveram início em março, a partir de denúncias de ameaças a catadores de materiais recicláveis da Ascam. A investigação apontou que o marido da então presidente da associação, com ligações a uma facção criminosa, usava influência para intimidar trabalhadores.

O monitoramento de ligações entre o casal revelou a articulação para solicitar propinas e interferir no processo licitatório da gestão de resíduos sólidos da cidade. A interceptação de conversas também indicou a participação de secretários municipais e executivos de empresas.

A operação resultou na prisão temporária de sete pessoas, incluindo ex-secretários municipais, executivos de empresas e a diretoria da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam), além de seus respectivos cônjuges.

A “Operação Cavalo de Troia” investiga um esquema voltado à fraude na licitação da gestão de resíduos sólidos urbanos, um contrato estimado em R$ 5,2 bilhões, o maior da história do município. As investigações apontam que o grupo agia para direcionar as regras do edital em benefício de uma empresa específica.

Últimas Notícias