Esforço Coletivo Garante Segurança Alimentar no Brasil e Tira País do Mapa da Fome

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Ações coordenadas entre agricultura familiar, cozinhas solidárias e políticas públicas combatem a subnutrição no Brasil, garantindo alimentos saudáveis a quem mais precisa e fortalecendo comunidades.

Em meio às celebrações do Dia Mundial da Alimentação, produtores da agricultura familiar e voluntários de cozinhas solidárias celebram os avanços na segurança alimentar brasileira. O país tem mantido a subnutrição abaixo de 2,5% da população nos últimos três anos, um feito atribuído ao esforço conjunto e à articulação de iniciativas que levam alimentos saudáveis a populações em vulnerabilidade.

Em Brasília, a Cozinha Solidária Cantinho da Vovó, liderada por Maria do Cerrado, é um exemplo de como a dedicação comunitária faz a diferença. Diariamente, mais de 800 pessoas em situação de vulnerabilidade recebem refeições preparadas por 37 voluntários. O espaço transcende a oferta de comida, promovendo acolhimento e resolvendo questões sociais e familiares, consolidando o alimento como um elemento de cura e união.

A sustentabilidade dessas ações é impulsionada pela parceria com produtores como Hosana Alves do Nascimento. Ela utiliza um sistema agroflorestal em uma área urbana de São Sebastião para cultivar hortaliças, verduras e legumes de forma agroecológica, sem o uso de agrotóxicos. Sua produção abastece cozinhas solidárias, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo alimentos frescos e saudáveis.

A articulação entre produtores e cozinhas é viabilizada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O PAA compra a produção da agricultura familiar e a destina a entidades como as cozinhas solidárias, que por sua vez integram programas do Ministério do Desenvolvimento Social voltados ao combate à fome e à insegurança alimentar.

Lilian Rahal, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, destaca a importância dessa ponte. Segundo ela, a parceria assegura que alimentos saudáveis, produzidos pela agricultura familiar, cheguem a regiões onde o Estado tem dificuldade de atuar diretamente. Essa colaboração fortalece o acesso a uma dieta variada e nutritiva para as comunidades mais necessitadas.

A produtora Hosana Alves compartilhou uma experiência tocante que ilustra a carência de acesso a alimentos básicos: a surpresa de uma criança ao perguntar se iriam comer melancia. Esse episódio ressalta a relevância do trabalho de articulação e das políticas públicas para democratizar o acesso a frutas e verduras, muitas vezes ausentes na mesa de famílias em vulnerabilidade. A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, relembrou que o enfrentamento à insegurança alimentar no Brasil começou com a sociedade civil organizada, especialmente durante a pandemia, com a criação das cozinhas solidárias.

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