Com marido e ex-secretário de Governo preso, Suéllen Rosim presta depoimento em comissão que investiga licitação do lixo

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A prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), compareceu à Câmara Municipal na tarde desta sexta-feira (16) para prestar depoimento à Comissão Processante. A oitiva investiga possíveis irregularidades na contratação dos serviços de gestão do lixo, e ocorreu horas após a prisão de seu marido, o ex-secretário de Governo Renato Purini, em uma ação do Gaeco.

Durante seu depoimento, Suéllen Rosim negou ter recebido vantagens indevidas e afirmou que o marido não participava das decisões sobre o edital da licitação do lixo. Ela declarou que as discussões sobre o processo eram restritas à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A prefeita também disse desconhecer qualquer encontro entre Purini e executivos da Estre Ambiental, empresa apontada nas investigações.

A Comissão Processante apura a responsabilidade político-administrativa da prefeita por possível omissão ou negligência no caso. Paralelamente, o Gaeco conduz uma investigação criminal sobre suspeitas de direcionamento da licitação, pagamento de propina e interferência no processo. O contrato em questão, referente à gestão do lixo, tem valor estimado em R$ 5,2 bilhões por 30 anos.

Questionada sobre conversas interceptadas pelo Ministério Público que mencionavam o envio de um “presentinho” a ela, Suéllen Rosim alegou não poder responder por falas de terceiros e reiterou a negativa de recebimento de qualquer benefício. Ela explicou que referências a “trofeuzinho” em gravações investigadas diziam respeito a itens institucionais, como lembranças de aniversário da cidade oferecidas por empresas, incluindo a Estre Ambiental.

A prefeita confirmou ter recebido executivos de empresas em seu gabinete, mas ressaltou que esses encontros tiveram caráter estritamente institucional. Ela defendeu a regularidade do processo de contratação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelos estudos que embasaram o edital, afirmando que todos os procedimentos da administração pública foram seguidos.

O depoimento pôde ocorrer com perguntas orais após uma decisão judicial conceder liminar favorável ao vereador Eduardo Borgo (Novo), autor da denúncia que originou a comissão. A decisão suspendeu a exigência anterior de que as perguntas fossem apresentadas por escrito, permitindo um diálogo direto entre os vereadores e a prefeita.

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