
Mais de cinco décadas após deixarem a sala de aula, um grupo de ex-alunos se reuniu em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, para reencontrar a professora Maria Inês de Figueiredo Maca. Aos 82 anos, a educadora foi homenageada por antigos estudantes que desejavam agradecer pelos ensinamentos e pelo carinho que moldaram suas trajetórias.
O reencontro, marcado por fortes emocões, abraços e presentes, proporcionou aos agora senhores e senhoras, com mais de 60 anos, a oportunidade de expressar gratidão por quem participou dos primeiros passos de suas vidas. Célia Regina Pires, uma das organizadoras, destacou que o momento celebra o amor e o afeto plantados pela professora. “Ela plantou esse amor e hoje ela está colhendo”, afirmou.
A empresária Marilda Rosa de Souza Sanches ressaltou a importância das experiências da primeira infância e o papel de Maria Inês como uma figura inspiradora. “As coisas da nossa primeira infância vão, sim, refletir na nossa vida adulta. E a dona Maria Inês tendo esse papel lá atrás na nossa vida”, comentou, comparando a professora a uma “fada”.
A iniciativa partiu do empresário Osmar José de Souza, que atribui à professora fundamental importância em sua formação. “Além de Deus, o início da minha vida como homem, como cidadão e profissional foi com a professora Maria Inês”, declarou ele, enfatizando o impacto que ela teve em sua vida pessoal e profissional.
Durante o encontro, Maria Inês relembrou momentos e rostos de seus antigos alunos. Ela leu um poema de Carlos Drummond de Andrade sobre recomeços, simbolizando a jornada de reencontro. O comerciante Gilberto Brigatto Ramos compartilhou a emoção de ser ajudado pela professora a dar os primeiros passos na escrita, lembrando o carinho com que foi guiado.
A professora aposentada expressou surpresa ao ver que suas ações cotidianas na sala de aula foram tão marcantes. Ela relembrou as dificuldades da escola à época, que possuía pouca estrutura, mas destacou seu amor pelas crianças como força motriz. “Eu tinha que fazer o melhor com essas crianças”, disse, mesmo diante de um ambiente escolar precário.
Apesar de não existirem registros fotográficos da época, a memória afetiva dos ex-alunos manteve viva a relação com a professora. Este reencontro serviu para eternizar em novas imagens a conexão que transcendeu o tempo e as salas de aula.
