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Agência autoriza primeira vacina 100% nacional contra malária por Plasmodium vivax. Imunizante, desenvolvido pela UFMG, inicia testes clínicos com apoio do Ministério da Saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para a fase de testes em humanos da Vivaxin, a primeira vacina totalmente brasileira contra a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax. Esta cepa é responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil.
O imunizante é resultado de pesquisas do Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O Ministério da Saúde anunciou um incentivo de R$ 12 milhões para as fases clínicas do estudo, que visa avaliar a segurança e eficácia da nova vacina.
A fase inicial, de acordo com o Ministério da Saúde, envolverá 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, que não possuem a infecção prévia. O acompanhamento destes participantes será de 360 dias, focado em identificar possíveis reações adversas e a resposta imunológica gerada pelo composto.
O avanço representa um marco na busca por novas formas de prevenção contra a malária, que registrou 118.037 casos no Brasil em 2023. As vacinas existentes atualmente no mercado foram desenvolvidas para combater o Plasmodium falciparum, espécie predominante em outras regiões do mundo, mas não no continente americano.
A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados. Ela não é contagiosa, ou seja, não se transmite diretamente de pessoa para pessoa. A doença, que pode receber diversos nomes populares como maleita ou sezão, afeta pessoas de todas as idades.
Embora a imunidade parcial possa ser desenvolvida após episódios repetidos da doença, uma proteção completa ainda não foi observada. O Ministério da Saúde reforça a importância do tratamento adequado, pois pacientes não tratados podem se tornar fontes de infecção por longos períodos.
No Brasil, a região amazônica concentra a maior parte dos casos de malária. No entanto, a pasta alerta que a doença também não deve ser negligenciada em outras regiões, onde a taxa de letalidade tende a ser mais elevada, mesmo com um número menor de notificações.
