Novo edital eleva em R$ 1,2 bilhão valor previsto para concessão dos ônibus de Campinas; veja o que mudou

Mais lidas

A Prefeitura de Campinas (SP) divulgou um novo edital para a concessão do transporte público, elevando o valor total estimado em R$ 1,26 bilhão. O montante saltou de R$ 11,8 bilhões para R$ 13,1 bilhões, um acréscimo de 10,6%, após o leilão anterior ter sido anulado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) em agosto. A atualização abrange os custos de peças, mão de obra, diesel, tecnologias e manutenção, além de incorporar exigências do tribunal.

As principais alterações no documento, publicado nesta quinta-feira (8), concentram-se no valor previsto para a operação dos ônibus. A estimativa para a operação subiu de R$ 11,25 bilhões para R$ 12,47 bilhões. Houve também ajustes nos critérios de avaliação das propostas das empresas e nos investimentos planejados para os próximos 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco.

Um dos destaques é o aumento no valor de referência por quilômetro para o Lote Norte, que atende às regiões Norte, Oeste e Noroeste. O indicador passou de R$ 11,14 para R$ 12,48, representando uma alta de 12%. No Lote Sul, que abrange as áreas Leste, Sul e Sudoeste, o valor teve uma leve redução, de R$ 11,60 para R$ 11,59.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) explicou que os valores foram recalculados devido à revisão de custos, como combustíveis e mão de obra, e a mudanças em condições de utilização. A variação nos custos de alguns componentes e a redução em outros justificam as diferenças entre os lotes. A Emdec ressaltou que o valor total da concessão e o preço por quilômetro são calculados de formas distintas.

Os serviços de bilhetagem, gerenciamento e monitoramento do transporte também tiveram seu valor estimado elevado, passando de R$ 575,8 milhões para R$ 602,5 milhões. Estes serviços são essenciais para a cobrança das passagens e o acompanhamento diário da operação do sistema.

O leilão original, realizado em março, foi anulado em agosto por decisão do TCE-SP, que apontou irregularidades. As falhas envolveram mudanças nas regras econômicas sem a reabertura adequada do prazo para novas propostas e a análise das ofertas. O novo leilão está agendado para 18 de dezembro, a ser realizado na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

Últimas Notícias