
A Prefeitura de Itapeva, no interior de São Paulo, enviou nesta quinta-feira (8) amostras da água que abastece a cidade para análise laboratorial. A medida visa apurar uma possível relação entre a qualidade da rede de abastecimento e o expressivo aumento de casos de virose registrados no município. Em um período de aproximadamente um mês, cerca de 1.700 pacientes procuraram unidades de saúde com sintomas característicos da doença, como vômitos e diarreia.
O alerta para a administração municipal se intensificou após a ocorrência de 700 atendimentos com sintomas semelhantes em apenas quatro dias. O elevado número de pessoas buscando atendimento também foi observado em farmácias locais, que precisaram suprir o estoque de medicamentos utilizados para tratar os sintomas gastrointestinais. As coletas foram distribuídas em diversos pontos da cidade e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em Sorocaba, para uma avaliação detalhada.
A diretora da Vigilância em Saúde de Itapeva, Juliana Ferreira Carvalho, informou que as equipes estão realizando investigações junto aos pacientes para identificar possíveis fatores em comum. Questionamentos sobre a participação em eventos de grande porte ou viagens recentes buscam direcionar a apuração. “Todas as informações que conseguirmos tirar por meio das investigações é o que ajudará a chegar a um resultado”, explicou.
Márcia Moraes, secretária de Saúde do município, declarou que, até o momento, não há evidências claras sobre a causa do surto. Ela ressaltou que casos semelhantes foram observados em outras localidades, o que impede, por ora, a confirmação de que o problema seja exclusivamente local. “Por isso, temos que tomar muito cuidado e deixar a população tranquila com relação a que, neste momento, não podemos falar que é um problema local. Assim que tivermos um diagnóstico, explicaremos o que é”, esclareceu.
Paralelamente, o médico Diego Lipe, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapeva, reforçou a importância da hidratação oral e da reposição de líquidos para pacientes com suspeita de gastroenterite. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que realizou análises da água em seus reservatórios entre os dias 24 e 30 de setembro, mas não detectou anomalias. O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE-SP) aguarda informações adicionais da vigilância municipal para prosseguir com as investigações.
