
Wilker Santos Silva, de 27 anos, foi condenado a 50 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado pela morte de sua ex-companheira, de 20 anos, em Piracicaba. O crime aconteceu em abril de 2025, na presença da filha de apenas dois anos do casal. O Tribunal do Júri acatou integralmente a tese da acusação, representada pelo Ministério Público, que sustentou a tese de feminicídio qualificado.
Segundo a denúncia, Wilker não aceitava o fim do relacionamento e agiu com crueldade. A pena foi agravada por diversos fatores, como o cometimento do crime na presença da filha menor, o fato de a vítima ser mãe de criança, o descumprimento de medida protetiva de urgência previamente concedida à vítima, o emprego de meio cruel, o recurso que dificultou a defesa da vítima e o motivo torpe.
O feminicídio ocorreu no dia 19 de abril de 2025, quando a vítima, que havia se separado de Wilker há cerca de um mês, obteve medidas protetivas contra o ex-companheiro após ter sido agredida. Apesar da proibição judicial, o réu foi ao encontro da jovem armado com uma faca de açougueiro.
A abordagem aconteceu na Avenida Aureliano Fernandes de Araújo Neto, perto do condomínio onde a vítima residia. Ela caminhava com a filha de dois anos quando foi confrontada. Após se recusar a deixar a criança com o pai, a mulher foi atacada com diversos golpes de faca.
A vítima foi socorrida por vizinhos e levada a um pronto-socorro, sendo posteriormente transferida para a UTI do Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC). Ela permaneceu internada por cinco dias, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu em 24 de abril de 2025.
Wilker Santos Silva foi preso em flagrante pelas equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP) no próprio condomínio residencial. Ele confessou o crime e admitiu ter conhecimento da medida protetiva. A arma utilizada, uma faca de açougueiro com a ponta quebrada, foi apreendida.
