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Senador Flávio Bolsonaro e deputado estadual Douglas Ruas realizaram ato de campanha no Rio. Ambos prometeram combater o crime organizado e usaram o evento para defender programas sociais.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, participou de um evento de campanha na sexta-feira (9), na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro. Ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), que concorre ao governo fluminense, Bolsonaro declarou que ambos estão alinhados na intenção de combater o que chamou de “crime organizado”, citando nominalmente grupos como Comando Vermelho, PCC e milícias.
Durante o encontro com apoiadores e políticos, realizado em um espaço de eventos na Ilha Itanhangá, Flávio Bolsonaro também se pronunciou sobre outros temas de sua campanha. Ele negou boatos sobre a privatização da Petrobras e reafirmou o compromisso em manter programas sociais, como o Bolsa Família, classificando como “mentiras” as informações em contrário. O candidato agradeceu o apoio recebido de outros políticos e mencionou estar em conversas com mais partidos.
O evento ocorreu em meio a questionamentos sobre o passado de ambos os políticos e seus aliados. Flávio Bolsonaro foi associado em 2003 a uma moção de louvor ao então miliciano Adriano da Nóbrega, e em 2005, propôs a entrega da Medalha Tiradentes ao mesmo indivíduo. Sua assessoria chegou a empregar a mãe e a esposa de Adriano em seu gabinete. O senador também foi acusado de destinar verba de emenda parlamentar a um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, o “Peixe”, condenado por ligação com a morte da vereadora Marielle Franco.
Douglas Ruas, por sua vez, é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL). O pai de Ruas foi mencionado em 2008 no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) como um dos líderes de atividades de milícia na região, alegações que ele nega. As associações e questionamentos anteriores foram levantados em reportagens e pelo contexto político.
Em relação a políticas sociais, Flávio Bolsonaro reiterou que os programas continuarão, contrastando com sugestões de cortes. Sua equipe econômica, liderada por Daniella Marques, tem mencionado planos para a redução de ministérios e de gastos públicos. Contudo, a campanha nega que medidas estudadas, como alterações em aposentadorias e benefícios, ou cortes na verba de saúde e educação, sejam posições oficiais do candidato.
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