
A etapa final antes da marcação do julgamento em Tribunal do Júri de Campinas (SP) foi alcançada no processo que apura a morte do adolescente Jordy Moura Silva, de 15 anos, em 2020. A juíza responsável determinou a intimação das partes para que apresentem as testemunhas que deporão em plenário, movimento que ocorre seis anos e meio após o crime.
Claudino Gonçalves, o guarda municipal acusado do homicídio qualificado e tentativa de homicídio – o disparo também atingiu o irmão da vítima –, responde ao processo em liberdade. A movimentação processual traz apreensão aos familiares do adolescente, que aguardam por justiça. Caique Andre Moura Santos, irmão de Jordy e que pilotava a motocicleta na ocasião, afirmou que a família busca a resolução do caso, não vingança.
Conforme o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a promotoria já indicou as testemunhas e solicitou diligências complementares, seguindo o rito do artigo 422 do Código de Processo Penal. A defesa do guarda municipal tem agora um prazo de cinco dias para se manifestar, após o que a juíza definirá a data do julgamento.
O advogado da família de Jordy e assistente da acusação, Salvador Scarpelli Neto, destacou que a tramitação, embora longa, seguiu o curso esperado para casos complexos, especialmente considerando os recursos apresentados pela defesa contra a decisão de levar o caso a júri popular. A acusação pretende solicitar celeridade na marcação do julgamento, devido ao tempo transcorrido e à gravidade dos fatos.
A expectativa da acusação é de condenação, com base em provas e testemunhas que apontam para o disparo efetuado da viatura em que se encontrava o acusado. Paralelamente, a Secretaria de Segurança Pública de Campinas informou que o procedimento administrativo referente ao guarda municipal segue em tramitação na Corregedoria da Guarda Municipal, sob sigilo.
