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Douglas Ruas (PL) criticou a ação de Eduardo Paes (PSD) no STF e se autoproclamou governador após decisão do TSE que anulou votos de Garotinho. A contagem oficial deve confirmar sua eleição.
O candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) criticou nesta quinta-feira (8) a judicialização do processo eleitoral após recurso de Eduardo Paes (PSD) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ação de Paes visa garantir a disputa em segundo turno, mas uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), o que, após retotalização, deve eleger Ruas já no primeiro turno.
A previsão é que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado realize a retotalização dos votos no próximo sábado, um passo aguardado para a oficialização do resultado. Ruas defendeu a clareza da decisão do TSE e lamentou a insistência em levar questões políticas para o âmbito judicial. Ele ressaltou que outras legendas já reconheceram a vontade popular expressa nas urnas.
Por meio de nota, a coligação de Eduardo Paes informou que aguardará a manifestação do STF antes de novas declarações, mas reiterou a confiança na realização do segundo turno para que a maioria dos eleitores fluminenses tenha sua vontade respeitada. No primeiro turno, Ruas obteve 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes alcançou 42,76% e Garotinho, 3,17%.
Em pronunciamento, Douglas Ruas discursou como governador eleito, apresentando-se como uma alternativa para um “caminho novo” no estado, em oposição a gerações anteriores de políticos que, segundo ele, fracassaram. Ruas afirmou que a população rejeitou a “geração de políticos que fracassou” nos últimos 30 anos, que, em vez de promover mudanças, teria agravado os problemas do estado.
Ruas, que foi secretário das Cidades entre setembro de 2023 e março de 2026, declarou que pretende realizar uma transição harmoniosa com o governo atual. Ele se comprometeu a defender os interesses de toda a população e a priorizar o combate ao “crime organizado”, buscando “devolver as ruas” e garantir a liberdade de ir e vir e a liberdade econômica.
