Balança comercial registra superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, impulsionada por exportações

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Vendas externas brasileiras cresceram 12,9% em setembro, superando em mais do dobro o resultado do mesmo mês de 2025 e garantindo o segundo melhor desempenho para o período.

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, valor superior a mais do dobro do alcançado no mesmo mês de 2025, que foi de US$ 3,14 bilhões. Este desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de 12,9% nas exportações brasileiras durante o período, conforme divulgado nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado de setembro se configura como o segundo melhor para o mês na série histórica, ficando atrás apenas de setembro de 2023, quando o superávit atingiu US$ 9,18 bilhões. A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 61,09 bilhões, marcando o maior valor já registrado para meses de setembro e o segundo maior para todos os meses na série histórica.

As exportações foram majoritariamente lideradas pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. Entre os produtos que mais se destacaram nas vendas externas estão o petróleo bruto, com alta de 77,3% em comparação a setembro do ano passado, e o minério de cobre, que registrou um aumento de 74,2%. Na indústria de transformação, farelos de soja e combustíveis apresentaram ganhos significativos, enquanto no agronegócio, a soja e o café não torrado impulsionaram os números.

O aumento nas exportações de petróleo foi atribuído tanto ao crescimento da produção quanto a um incremento de 24,7% nos preços médios, este último influenciado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. Para a indústria de transformação, o crescimento foi impulsionado por produtos como farelos de soja e combustíveis. No setor agropecuário, a soja e o café não torrado foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo.

Em relação aos destinos das vendas, as exportações brasileiras cresceram para a maioria dos principais mercados, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais. Houve um avanço de 51,9% para a Europa e 30,6% para a América do Norte. No entanto, as vendas para a Ásia registraram queda de 2,5%, enquanto para a América do Sul permaneceram estáveis.

As importações brasileiras, por outro lado, apresentaram um leve recuo de 2,4% em setembro. Essa diminuição foi observada principalmente em bens de capital e bens intermediários. Em contrapartida, houve um aumento de 11,5% nas importações de bens de consumo e de 41,2% em combustíveis, sendo esta última impulsionada por uma alta de 58,2% no preço.

No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial alcançou um superávit de US$ 62,4 bilhões, representando um crescimento de 34,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações acumularam alta de 10,4%, totalizando US$ 264,65 bilhões, enquanto as importações cresceram 5%, somando US$ 222,26 bilhões.

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