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Nas próximas eleições, o eleitor precisará dedicar atenção especial ao voto para o Senado. Ao contrário de outros cargos, a escolha para a Casa Legislativa federal demandará dois registros distintos na urna eletrônica, ambos obrigatoriamente nominais, destinando-se a candidatos diferentes.
A eleição para o Senado possui características únicas que a diferenciam das disputas proporcionais. Por ser um sistema majoritário, o voto de legenda, onde o eleitor digita apenas o número do partido, não é permitido para este cargo; qualquer tentativa resultará em voto nulo. Serão eleitos os dois candidatos com maior número de votos, sem a necessidade de quociente eleitoral ou segundo turno, e cada estado tem direito a três representantes com mandatos de oito anos.
A dinâmica da votação na urna eletrônica para o Senado ocorrerá em duas etapas sequenciais. Primeiro, o eleitor informará o número do primeiro candidato de sua escolha e confirmará o voto. Em seguida, realizará o mesmo procedimento para um segundo candidato. É crucial que os números digitados sejam de postulantes distintos, pois a repetição do mesmo número invalidará o segundo voto computado.
Para garantir a validade do voto, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor digite o código de três dígitos do primeiro candidato, confirme, e depois digite o código de três dígitos de um segundo candidato diferente, confirmando novamente. A conferência atenta dos números e nomes apresentados na tela antes da confirmação é fundamental para evitar equívocos.
Além das particularidades do voto, os senadores exercem funções legislativas e de fiscalização de alto impacto. Entre suas atribuições estão a elaboração e votação de leis federais, a análise de projetos da Câmara dos Deputados, a fiscalização das ações do governo federal, e a aprovação de indicações presidenciais para órgãos como o Supremo Tribunal Federal.
Cada candidatura ao Senado é composta por um titular e dois suplentes, cujos nomes e fotografias aparecem na urna. Os suplentes têm a prerrogativa de assumir o mandato em diversas situações legais, como afastamentos, renúncias ou falecimentos dos titulares, o que ressalta a importância de o eleitor conhecer também essas figuras ao fazer sua escolha.
