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Últimos preparativos ocorrem neste sábado com distribuição e conferência de urnas eletrônicas em todo o país. Justiça Eleitoral reforça segurança e auditabilidade do processo.
Os tribunais regionais eleitorais em todo o Brasil concentraram neste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições, as etapas finais de preparação para o pleito. Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo transportadas para os locais de votação, onde serão instaladas, configuradas e mantidas sob escolta policial até o início da votação. Uma parte desse contingente, cerca de 499 mil, será utilizada diretamente, enquanto quase 65 mil unidades funcionarão como reserva técnica para eventuais substituições.
A complexa operação logística envolve parcerias com outros órgãos públicos para garantir a eficiência no transporte e na montagem das seções eleitorais. No Rio de Janeiro, por exemplo, ônibus escolares foram cedidos para levar as urnas aos seus destinos, e equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana auxiliaram na mobilização. Servidores da Justiça Eleitoral e voluntários convocados trabalham nas zonas eleitorais para organizar os espaços, posicionar os equipamentos e afixar materiais informativos, assegurando que tudo esteja pronto para receber os eleitores.
A segurança do processo foi reforçada com a realização das cerimônias de emissão da zerésima, um procedimento que atesta a inexistência de votos pré-registrados nos sistemas de totalização e nas próprias urnas eletrônicas. Antes do início da votação, os mesários também emitirão a zerésima de cada equipamento sob sua responsabilidade, comprovando que os dispositivos estão vazios. Essa medida visa garantir a transparência e a integridade do resultado final, demonstrando que os votos apurados correspondem exclusivamente aos registrados durante o pleito.
A Justiça Eleitoral promoveu ainda o sorteio de urnas que passarão por auditoria neste domingo, como forma de ratificar a segurança do sistema eletrônico de votação. Parte dos equipamentos selecionados será submetida a testes de autenticidade, onde a presença dos programas oficiais desenvolvidos e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral será verificada nas próprias seções. Outra parte será auditada quanto à sua integridade em locais de fácil acesso ao público.
As urnas sorteadas serão encaminhadas a locais como o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Nessas auditorias, fiscais serão convidados a registrar votos em cédulas de papel e a inseri-los em uma urna comum, comparando em seguida o resultado com o registrado em uma urna eletrônica. O objetivo é demonstrar de forma clara e objetiva que o sistema eletrônico reproduz fielmente os votos digitados pelos eleitores, reforçando a confiança na tecnologia utilizada.
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