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A estatal atingiu valorização de mais de R$ 700 bilhões após confirmar nova jazida de petróleo em águas ultraprofundas. Descoberta na Foz do Amazonas eleva expectativas e consolida performance da empresa.
A Petrobras fechou o pregão desta sexta-feira (2) na B3 com valor de mercado recorde de R$ 700,08 bilhões, conforme comunicado oficial da companhia. A marca histórica foi alcançada logo após o anúncio de uma nova e promissora descoberta de petróleo em águas ultraprofundas, localizada na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
A descoberta, ocorrida no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, reforça o otimismo da empresa quanto à viabilidade de uma nova fronteira exploratória no país. Em coletiva de imprensa, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que esta segunda confirmação na região eleva as expectativas de exploração e produção futuras.
O potencial estimado para a Bacia da Foz do Amazonas é significativo. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, projeta que o volume total recuperável na área pode atingir até 10 bilhões de barris de óleo equivalente, uma unidade que considera tanto petróleo quanto gás natural.
A performance da Petrobras tem se destacado internacionalmente. No acumulado de janeiro a setembro, o aumento do valor de mercado somado à distribuição de proventos gerou uma valorização de aproximadamente 185% em dólar, superando outras grandes petroleiras globais como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP, cujos resultados variaram entre 131% e 138%.
Apesar do otimismo com a exploração, a Petrobras enfrenta questionamentos ambientais. O Ministério Público Federal (MPF) reiterou em ação judicial o pedido pela suspensão da licença ambiental para exploração na Foz do Amazonas. O MPF argumenta insegurança das atividades, citando vazamentos ocorridos anteriormente, e a necessidade de consulta prévia às comunidades indígenas e quilombolas da região, conforme diretrizes da OIT.
