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Moeda americana encerra mês com recuo marginal após dados de inflação nos EUA abaixo do esperado. Bolsa brasileira opera em alta, refletindo cenário internacional e fluxo de capital estrangeiro.
O dólar comercial encerrou o mês de setembro cotado a R$ 5,174, registrando uma desvalorização de 0,15% no período. A moeda americana operou em queda nesta quarta-feira, refletindo um movimento de alívio nos mercados financeiros globais. O desempenho favorável no Brasil foi influenciado por indicadores de inflação nos Estados Unidos mais baixos que o previsto, o que diminuiu a expectativa de novas altas nas taxas de juros americanas.
A divulgação do núcleo do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) nos EUA, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, mostrou uma alta de 0,2% em agosto, abaixo da projeção de 0,3%. O índice geral do PCE também veio com elevação de 0,3%, ligeiramente abaixo das expectativas. Esses dados repercutiram nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e impulsionaram uma maior procura por ativos em mercados emergentes, como o brasileiro.
No mercado interno, o cenário eleitoral e a dinâmica de fechamento de câmbio no fim do mês também atuaram sobre as cotações. Apesar da queda mensal, o dólar acumulou uma valorização de 0,23% no terceiro trimestre e uma retração de 5,75% no acumulado de 2026 até o momento.
A Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, acompanhou o otimismo externo e fechou setembro com um avanço expressivo de 5,03%. O índice encerrou o pregão desta quarta-feira em alta de 1,37%, alcançando 186.340,46 pontos. A valorização mensal foi impulsionada, em grande parte, pelo fluxo de capital estrangeiro, que registrou um ingresso líquido de R$ 9,569 bilhões na bolsa até o dia 28 de setembro, segundo dados da B3.
As ações de bancos e setores ligados à atividade doméstica tiveram bom desempenho, beneficiadas também pelo ambiente internacional mais favorável. No acumulado do terceiro trimestre, o Ibovespa registrou uma alta de 8,32%, e no ano, a valorização chega a 15,65%.
No setor de commodities, os contratos futuros de petróleo encerraram setembro com altas significativas, impulsionados por tensões geopolíticas no Oriente Médio e possíveis restrições à exportação de derivados pelos Estados Unidos. O petróleo tipo Brent avançou cerca de 7% no mês, enquanto o WTI teve alta próxima de 6%.
