
Produtores rurais de Itapetininga e região terão acesso a orientações gratuitas sobre o uso, armazenamento e descarte adequado de agrotóxicos em um projeto que acontece nesta quarta-feira (16) e quinta-feira (17). A iniciativa faz parte do programa “Produzindo Alimento Seguro”, promovido pela Defesa Agropecuária do estado de São Paulo, com foco em pequenos e médios agricultores, técnicos e jovens do setor.
As atividades desta quarta-feira serão realizadas no Sindicato Rural de Itapetininga, a partir das 9h. Pela manhã, palestras abordarão a prescrição de defensivos agrícolas, responsabilidade técnica e a agricultura regenerativa, voltadas para profissionais da área. No período da tarde, o foco se volta aos produtores, com debates sobre cuidados na aquisição e aplicação de agrotóxicos, práticas corretas de guarda e o manejo de bioinsumos.
Na quinta-feira, o Centro de Apoio ao Adolescente será o palco, a partir das 8h30, para um encontro com o público jovem. Os participantes conhecerão o trabalho da Defesa Agropecuária e o funcionamento do Sistema Campo Limpo, que gerencia a destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Um dos pontos altos será a visita técnica ao posto de recebimento da Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas (Adiaesp).
Ainda na manhã de quinta-feira, o posto da Adiaesp promoverá uma campanha específica para coletar embalagens vazias e agrotóxicos considerados impróprios para uso, como produtos vencidos ou com sobras. Essa ação visa promover o descarte ambientalmente correto, prevenindo riscos à saúde e ao meio ambiente.
A iniciativa da Defesa Agropecuária baseia-se em dados do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (PEARA-POV). O relatório mais recente, de março deste ano, indicou que 75,4% das lavouras paulistas analisadas demonstraram conformidade no uso de agrotóxicos, com destaque para as culturas de amendoim, cebola e feijão, que atingiram 100% de adequação.
Segundo o órgão estadual, os dados coletados são fundamentais para direcionar ações de fiscalização e educação, visando a redução de riscos associados ao uso de defensivos. O objetivo é assegurar a produção de alimentos mais seguros para o consumo e proteger a saúde pública e o ecossistema.


