Violência doméstica: 8 em cada 10 mulheres que recebem auxílio-moradia em Campinas têm filhos

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Cerca de 88,1% das mulheres que receberam o auxílio-moradia em Campinas desde 2023 são mães, a maioria com filhos menores de 6 anos. O benefício emergencial, concedido a vítimas de violência doméstica que precisam deixar o lar, já atendeu 337 mulheres até agosto deste ano. A oferta do auxílio tem demonstrado crescimento, com o número de pagamentos nos primeiros oito meses de 2026 superando o total de todo o ano anterior.

Desde a implementação do programa em 2023, as 337 beneficiadas registraram 718 filhos e dependentes. Desse total, 83% são menores de 18 anos, evidenciando a necessidade de suporte para famílias em situação de vulnerabilidade. A faixa etária predominante entre as mulheres atendidas é de 30 a 39 anos (34,4%), representando 88,1% do total de beneficiadas entre 20 e 49 anos. Entre as mulheres atendidas, 60,2% são negras (pretas e pardas).

O auxílio-moradia é um recurso temporário e emergencial, no valor de R$ 951 mensais, destinado a cobrir despesas de aluguel por até seis meses consecutivos. Para ter acesso ao benefício, as mulheres precisam estar em situação de violência e ser acompanhadas pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) ou pelo Abrigo Sara-M.

O acesso ao auxílio requer a apresentação de boletim de ocorrência, comprovação de vulnerabilidade social e encaminhamento da rede socioassistencial. Documentos como identidade com foto e CPF, além de comprovante de endereço, também são necessários. A rede municipal de assistência social é responsável pelo cadastro e análise dos pedidos.

Em paralelo, o Estado de São Paulo oferece o auxílio-aluguel para vítimas de violência, com um valor mensal de R$ 500 por seis meses, renováveis por igual período. Na região de Campinas, 19 municípios aderiram a esta iniciativa, que desde fevereiro de 2025 concedeu 448 benefícios até agosto de 2026. Este programa visa prover autonomia e dignidade para que as mulheres possam iniciar uma nova vida longe de situações de risco.

O programa estadual exige a apresentação de CPF, comprovante de residência em São Paulo, cópia da medida protetiva, comprovantes de renda familiar de até dois salários mínimos e comprovação de vulnerabilidade social. O cadastro é realizado nos municípios participantes, com aprovação e liberação do valor através de Poupança Social no Banco do Brasil. Além do suporte financeiro, o programa articula políticas públicas para ampliar o acesso a serviços de proteção e orientação.

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