Prefeitura cobra que Maternidade de Campinas garanta laqueaduras em cesáreas após registros do procedimento zerarem

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A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas notificou oficialmente o Hospital Maternidade de Campinas para que o hospital garanta a realização de laqueaduras durante partos cesáreos, em conformidade com a legislação vigente para pacientes que atendem aos critérios. A medida ocorre após a pasta tomar conhecimento de que o hospital teria zerado os registros do procedimento no primeiro semestre de 2026, gerando relatos de negativas a pacientes com documentação completa.

Em resposta à apuração, o hospital teria se comprometido a reorientar seus funcionários sobre os fluxos corretos para a realização das laqueaduras. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o acompanhamento do convênio com a maternidade e a organização dos atendimentos estão sendo mantidos de acordo com os critérios e protocolos estabelecidos, visando assegurar a continuidade do cuidado às mulheres.

A cobrança formal da Secretaria de Saúde aconteceu durante uma reunião realizada na semana passada com a direção da Maternidade de Campinas. A pasta reforçou que a laqueadura intraparto deve ser realizada em pacientes já assistidas por programas de planejamento familiar e com a documentação em dia. A Ouvidoria Municipal registrou cinco reclamações sobre negativas do procedimento em 2026, e essas pacientes serão priorizadas para a esterilização eletiva.

A apuração revelou que, de janeiro a junho de 2026, não houve registros de laqueaduras realizadas durante cesarianas na Maternidade de Campinas, que é a única unidade conveniada ao SUS no município habilitada para este serviço. Em comparação, no mesmo período de 2025, foram registradas 390 esterilizações intraparto. Mulheres relataram ter recebido negativas, mesmo com os requisitos legais cumpridos.

A Maternidade de Campinas, administrada desde 2024 pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), negou a interrupção do serviço, alegando que os registros aguardam atualização. No entanto, a instituição não apresentou dados que contestassem os números oficiais divulgados. O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Unicamp, é outra unidade estadual que realiza o procedimento pelo SUS na cidade.

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