![]()
Funcionários do Caixa Econômica Federal iniciam greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, paralisação ocorre em bases sindicais que rejeitaram acordo.
Empregados do Caixa Econômica Federal deflagraram greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), após rejeitarem a proposta de acordo coletivo. Paralelamente, o Banco do Brasil enfrenta uma paralisação parcial, restrita às localidades cujas bases sindicais não aprovaram a última oferta da instituição.
As mobilizações surgem após meses de negociações infrutíferas entre os bancos e os representantes dos trabalhadores. Embora a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais tenham fechado a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional, válida até agosto de 2028, pontos específicos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Caixa e a aceitação geral da CCT no BB geraram os atuais descontentamentos.
No Caixa, a insatisfação se concentra em pontos reivindicados nos acordos específicos com o banco, especialmente em relação ao plano de saúde dos funcionários, o Saúde Caixa. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) informou que mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta de renovação do ACT, com trabalhadores buscando avanços em temas como a aplicação da NR-1 e o combate a metas abusivas.
Já no Banco do Brasil, a situação varia conforme a região. Enquanto algumas bases sindicais aprovaram a convenção geral, cerca de 60 entidades a rejeitaram, levando à paralisação parcial em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O banco afirmou que mantém mesas de negociação específicas para discutir as demandas internas.
A nova CCT assinada prevê a reposição integral da inflação pelo INPC, com acréscimo de 0,6% de aumento real em 2026 e 2027, aplicável a salários, benefícios como vale-refeição e vale-alimentação, e participação nos lucros. A convenção também aborda temas como saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão.


