Anvisa amplia uso de medicamento para câncer de mama triplo-negativo

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Agência reguladora aprova novas indicações para o Trodelvy no tratamento do subtipo agressivo de câncer de mama, buscando opções mais eficazes em fases iniciais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou novas aplicações para o medicamento Trodelvy, cujo princípio ativo é o sacituzumabe govitecana. A aprovação visa expandir as opções terapêuticas para pacientes adultos diagnosticados com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), um subtipo considerado agressivo da doença.

Duas novas indicações foram concedidas: o uso em combinação com pembrolizumabe para o tratamento inicial de primeira linha de pacientes com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático, quando os tumores apresentam a proteína PD-L1. Além disso, o medicamento foi aprovado como monoterapia para o mesmo estágio da doença, mas especificamente para pacientes que não são elegíveis para inibidores de PD-1 ou PD-L1.

O câncer de mama triplo-negativo é caracterizado por um prognóstico menos favorável e um número limitado de abordagens terapêuticas disponíveis. A Anvisa destacou que pacientes com a doença em estágio localmente avançado irressecável ou metastático frequentemente enfrentam progressão clínica rápida e taxas de mortalidade elevadas.

Diante desse cenário, a agência ressaltou a necessidade de desenvolver e aprovar tratamentos mais efetivos, especialmente nas fases iniciais da jornada terapêutica. A ampliação das indicações do Trodelvy atende a essa demanda por novas alternativas para combater a doença.

O sacituzumabe govitecana funciona como um conjugado anticorpo-fármaco. Sua ação se baseia na ligação específica à proteína Trop-2, encontrada na superfície das células tumorais, permitindo a liberação direcionada de um agente quimioterápico diretamente no interior dessas células cancerígenas.

A publicação oficial do registro com as novas indicações foi feita no Diário Oficial da União na última terça-feira, 8 de agosto. Esta atualização representa um avanço importante no arsenal terapêutico disponível para o tratamento do CMTN.

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