Vini Oliveira Torna-se o Primeiro Vereador Cassado por Comissão Processante na História de Campinas

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O vereador Vini Oliveira (Cidadania), o mais jovem eleito para a Câmara Municipal de Campinas, foi cassado nesta quarta-feira (9) por quebra de decoro parlamentar. Ele se tornou o primeiro parlamentar na história da cidade a ter o mandato extinto por meio de uma Comissão Processante (CP). A decisão, confirmada pela Casa Legislativa, encerrou o primeiro ano de seu mandato, iniciado após receber 11.423 votos nas últimas eleições.

A cassação foi resultado de uma CP que apurou supostas irregularidades em uma fiscalização. Segundo o parecer da comissão, que foi acatado pela maioria dos vereadores, Oliveira teria extrapolado sua atuação ao se reunir com representantes de uma empresa durante o andamento de um processo licitatório para o transporte público municipal. A conduta foi considerada como um desvirtuamento da fiscalização parlamentar e gerou questionamentos sobre a imparcialidade do vereador e a lisura do certame.

Para que a cassação fosse aprovada, era necessário o apoio de pelo menos dois terços dos 33 vereadores da Casa. A votação final registrou 23 votos favoráveis à perda do mandato, cinco contrários e uma abstenção, com quatro parlamentares ausentes. O resultado consolidou a decisão da CP, que concluiu pela procedência da representação contra o vereador.

Durante a sessão, a defesa de Vini Oliveira, representada pelo advogado Haroldo Cardella, argumentou que não haveria provas suficientes para configurar a quebra de decoro parlamentar. Foi alegado que a Câmara deveria se ater estritamente aos fatos apresentados na denúncia, sem julgar condutas alheias. A defesa também questionou a origem de um vídeo apresentado como prova, afirmando que ele teria sido obtido ilegalmente e manipulado, apresentando cortes e edições.

A defesa sustentou ainda que as imagens em questão não demonstravam nenhuma ilegalidade ou comportamento indecoroso por parte do vereador. Foi mencionado que, após receber documentos na empresa, Vini Oliveira teria agido com transparência, divulgando o caso publicamente no dia seguinte e encaminhando o material ao Ministério Público. Apesar dos argumentos defensivos, a maioria dos parlamentares votou pela cassação.

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