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Moeda americana recua 0,79% em dia de alta do petróleo e bolsas. O Ibovespa atingiu o maior patamar desde maio, impulsionado pelo fluxo estrangeiro positivo.
O dólar à vista encerrou o pregão desta terça-feira em R$ 5,089, com uma desvalorização de 0,79%, marcando o menor valor de fechamento em um mês. A cotação não era vista desde 7 de agosto, quando a divisa finalizou o dia a R$ 5,084. Durante as negociações, a moeda americana variou entre R$ 5,1289 e R$ 5,0713. A queda foi influenciada pela performance dos ativos locais e pelo cenário internacional favorável a moedas de mercados emergentes.
O principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, apresentou um desempenho positivo, avançando 1,20% e alcançando 187.366,84 pontos. Este patamar representa o maior nível de fechamento desde 4 de maio. Durante o dia, o índice chegou a registrar uma máxima de 189.487,70 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,76 bilhões.
As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa e com grande peso no índice, acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais da estatal tiveram alta de 2,08%, enquanto as ações ordinárias avançaram 2,36%. Dados da B3 indicam que o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira manteve-se positivo em setembro, com uma entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos primeiros três pregões do mês.
O preço do petróleo Brent, referência internacional, subiu 0,9%, cotado a US$ 97,92, e o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 1,7%, chegando a US$ 93,03. A alta nas cotações do barril ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente após ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. Essas preocupações elevaram os temores sobre o abastecimento global da commodity e os riscos de interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do suprimento mundial.
Apesar da alta registrada durante o dia, os contratos futuros de petróleo reduziram parte dos ganhos ao final do pregão. Essa moderação foi atribuída às preocupações com os potenciais impactos do encarecimento dos combustíveis sobre a inflação, as taxas de juros e o crescimento da economia global. A valorização do petróleo e a tensão geopolítica no Oriente Médio foram fatores que movimentaram os mercados de câmbio e ações.


