
A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) registrou 173 casos de furto de energia elétrica, popularmente conhecidos como “gato”, na área de cobertura de Bauru durante os primeiros seis meses deste ano. A quantidade de energia recuperada através da identificação dessas irregularidades seria capaz de suprir o consumo de mais de 100 residências ao longo de 12 meses.
A prática de ligações clandestinas não se restringe a Bauru, atingindo também outras localidades do interior paulista. Na região de São José do Rio Preto, mais de 280 irregularidades foram detectadas no mesmo período, enquanto em Sorocaba o número chegou a quase 160. A CPFL detalha que a identificação dessas fraudes ocorre por meio de inspeções rotineiras, cruzamento de dados de consumo, recebimento de denúncias anônimas e operações em conjunto com as forças policiais.
Além do impacto financeiro significativo para a concessionária e da consequente piora na qualidade do fornecimento para os consumidores regulares próximos às redes afetadas, as fraudes representam um grave risco à segurança pública. Carlos Eduardo Camargo, consultor de relacionamento da CPFL Paulista, enfatiza que as instalações clandestinas, frequentemente feitas sem qualquer critério técnico, podem ocasionar acidentes graves.
“Pode causar incêndio ou curto-circuito. Geralmente os cabos ficam amarrados de forma improvisada. É um potencial enorme de acidente para a população”, alertou o especialista. Ele ressalta que as adaptações improvisadas aumentam consideravelmente o perigo de choques elétricos e incêndios, colocando em risco a vida das pessoas.
A CPFL incentiva a população a colaborar com a identificação de suspeitas de furto de energia, disponibilizando canais de comunicação para denúncias. As informações podem ser repassadas de maneira anônima através dos canais oficiais de atendimento ao cliente da empresa ou pelo aplicativo CPFL Energia. A colaboração da comunidade é fundamental para coibir essa prática criminosa.
O furto de energia elétrica é tipificado como crime pelo Código Penal Brasileiro. Os responsáveis por essa infração estão sujeitos a penas que variam de quatro a seis anos de reclusão. Adicionalmente, os infratores são obrigados a ressarcir integralmente o valor da energia consumida de forma ilegal e podem ser penalizados com multas administrativas.


