
A balança comercial do Brasil apresentou um saldo positivo de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% maior que o do mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo aumento das vendas externas.
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, com crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado, impulsionado pela forte alta nas exportações, configura o terceiro melhor desempenho para o mês na série histórica. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, atingiu US$ 58,9 bilhões, patamar recorde para agosto.
As exportações brasileiras apresentaram um crescimento expressivo de 12,2% no período, totalizando US$ 33,2 bilhões. Esse avanço foi puxado principalmente pelos setores da indústria extrativa, com destaque para minérios de cobre e petróleo bruto, e pela indústria de transformação, que viu suas vendas externas aumentarem com produtos como combustíveis e derivados de soja. O agronegócio também contribuiu positivamente, com exportações de soja e café em alta.
Apesar do desempenho geral positivo, alguns produtos registraram quedas nas exportações. O minério de ferro, por exemplo, teve retração de 10,8% em relação a agosto de 2025, afetado tanto pela queda no preço médio quanto no volume exportado. As vendas de carne bovina também caíram 19,7%, reflexo do atingimento do limite de importação estabelecido pela China, principal destino do produto.
Em relação aos destinos das vendas externas, a maioria dos principais mercados registrou crescimento, incluindo os Estados Unidos, que aumentaram suas compras em 12,1% em comparação com o ano anterior, apesar das tarifas impostas. A Ásia (exceto Oriente Médio), Europa, América do Norte, África e Oriente Médio também apresentaram aumentos nas exportações, enquanto a América do Sul registrou uma leve queda.
As importações também cresceram em agosto, apresentando alta de 9,2% e totalizando US$ 25,8 bilhões. Esse aumento foi puxado principalmente pela compra de bens de capital, bens de consumo e bens intermediários. Os combustíveis também tiveram seu valor importado elevado em 7,4%.
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o superávit da balança comercial atingiu US$ 55,3 bilhões, segundo maior valor já registrado para o período desde 1989. As exportações no ano cresceram 10,3%, enquanto as importações avançaram 6,1%, gerando um saldo comercial 28,2% superior ao do mesmo período de 2025.
Em julho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou para cima a projeção de superávit para o fechamento de 2026, elevando a expectativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
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