
O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), expressou surpresa com a resistência do setor do agronegócio em relação ao Partido dos Trabalhadores, considerando-a “curiosa”. Em entrevista concedida nesta terça-feira (1º) ao EPTV 1, Haddad argumentou que o setor obteve lucros expressivos durante gestões petistas.
Ele citou como exemplo a sua atuação no Ministério da Fazenda, onde foram implementados quatro Planos Safra bem-sucedidos, reconhecidos pelo próprio agronegócio. Haddad destacou que, nesses períodos, o setor registrou recordes de produção e exportação, o que, em sua visão, contradiz a atual oposição.
A entrevista faz parte de uma série com candidatos que atingiram 5% ou mais das intenções de voto em pesquisa recente. Haddad também detalhou suas propostas para o estado, incluindo um plano de reindustrialização de São Paulo, com foco especial na agroindústria, visando posicionar o estado como um importante polo produtivo global.
Na área de segurança pública, o petista defendeu a criação de um gabinete antifracção, com colaboração da Polícia Federal e da Receita Federal, e a modernização dos procedimentos, como o boletim de ocorrência por aplicativos. Ele enfatizou a importância da integração entre as instituições para otimizar o combate à criminalidade.
Haddad também abordou a necessidade de políticas de combate ao feminicídio, propondo a capacitação de servidores públicos para identificar sinais de violência e oferecer suporte às vítimas. Ele ressaltou a importância de um serviço público preparado e de um sistema de informação eficiente para o processamento de dados sobre violência.
Quanto à educação, o candidato defendeu que os repasses às universidades estaduais sejam baseados na receita líquida do estado, especialmente após a Reforma Tributária. O objetivo é garantir a permanência dos estudantes, filhos de trabalhadores, nas universidades públicas, assegurando o acesso a recursos como restaurantes universitários e bolsas de permanência.


