Campanha Nacional de Multivacinação 2026 chega ao fim com mais de 8 milhões de doses aplicadas

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Mobilização do Ministério da Saúde encerra nesta terça-feira após aplicar milhões de vacinas em crianças e adolescentes. Busca é atualizar o calendário vacinal e prevenir diversas doenças.

A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026, promovida pelo Ministério da Saúde em colaboração com estados e municípios, encerra nesta terça-feira (1º). A iniciativa, iniciada em 3 de agosto, visou combater doenças imunopreveníveis, com foco em crianças e adolescentes com menos de 15 anos, e já registrou a aplicação de mais de 8 milhões de doses em todo o país.

A mobilização incluiu um Dia D em 22 de agosto, quando mais de 1 milhão de doses foram administradas, reforçando a importância da imunização. Os pais e responsáveis têm ainda o último dia da campanha para procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e garantir a atualização do calendário vacinal de seus filhos.

Diversas doenças graves podem ser prevenidas com as vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como sarampo, dengue, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, além de formas graves de tuberculose. O público infantil e juvenil também está protegido contra infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza, covid-19, febre amarela, caxumba, rubéola, varicela e HPV.

Uma novidade desta campanha foi a oferta da vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada recentemente ao Calendário Nacional de Vacinação. Este imunizante conjugado protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, agente causador de pneumonias e meningites.

Mesmo com o fim da campanha, as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação continuarão disponíveis durante todo o ano nas unidades de saúde. A avaliação da caderneta de vacinação por profissionais de saúde identificará as doses necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema vacinal de cada criança e adolescente.

Em paralelo, a vacinação contra o sarampo foi intensificada em municípios paulistas como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, após a confirmação de casos da doença. Até 27 de agosto de 2026, o estado registrou 26 ocorrências, sendo que a maioria dos infectados não possuía o esquema vacinal completo. Em 2025, o Brasil havia registrado 38 casos importados ou relacionados à importação de sarampo.

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