Propostas de presidenciáveis priorizam reação à prevenção da violência contra crianças, diz Unicef

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Embora quase todas as principais campanhas presidenciais prevejam medidas contra a violência que atinge crianças e adolescentes, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) avalia que as propostas estão voltadas…

Embora quase todas as principais campanhas presidenciais prevejam medidas contra a violência que atinge crianças e adolescentes, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) avalia que as propostas estão voltadas principalmente à resposta aos casos, e não à prevenção. 🔎O Unicef analisou os planos de governo disponíveis na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das cinco candidaturas com maiores índices de intenção de votos: Luiz Inácio Lula da Silva(PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Agora no g1 Nos programas analisados, há 178 menções a crianças e adolescentes em diferentes temas: Educação: 42 Violência ou Segurança Pública: 39 Saúde: 30 Proteção Social: 28 Esporte: 8 Outros direitos: 31 📖 Para as candidaturas de Romeu Zema, Flávio Bolsonaro e Renan Santos, o tema relacionado à infância e adolescência que mais aparece é educação. Já para Lula e Ronaldo Caiado, o tema que mais aparece é o enfrentamento a violência.

Violência contra crianças e adolescentes De acordo com o Unicef, entre os programas que têm referências ao tema de violência, predominam as propostas focadas na resposta à criminalidade, como aumento de penas, ampliação do policiamento e fortalecimento da investigação criminal. São menos frequentes as referências a medidas de prevenção, ao fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos e a respostas intersetoriais envolvendo áreas além da segurança pública.

Para o Unicef, há mais ênfase em abordagens de resposta à violência do que proposta voltadas a proteção integral das crianças e adolescentes por meio de políticas sociais. “Não se trata de escolher entre prevenção ou repressão.

É preciso, sim, investigar e responsabilizar os autores da violência. Mas, para proteger crianças e adolescentes, é fundamental também agir antes que a violência aconteça, por meio de políticas de Educação e oportunidades para jovens, da Assistência Social, da Saúde, do fortalecimento das famílias e de sistemas que identifiquem e referenciem situações de violência”, afirma Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil.

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