Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil pela quarta vez, após uma virada significativa no segundo turno das eleições de 2026. Com 51,79% dos votos válidos, ele superou Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 48,21%, uma diferença de 3,6 pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio havia liderado com 47% dos votos, enquanto Lula ficou com 45,2%.
A virada de Lula foi notável, pois ele conquistou a maioria dos votos em 5.410 dos 5.570 municípios e em todas as 27 unidades da federação. O petista ampliou sua vantagem no Nordeste, reduziu a diferença em São Paulo e no Rio de Janeiro, e venceu em Minas Gerais, o único estado que mudou de lado entre os turnos. No total, Lula obteve cerca de 4,4 milhões de votos a mais que seu adversário.
Durante a apuração, a liderança trocou de mãos duas vezes. Lula começou na frente, mas Flávio assumiu a liderança até cerca de 13% das urnas apuradas. A partir desse ponto, Lula recuperou a dianteira e manteve a vantagem até o final. No primeiro turno, Flávio havia liderado do início ao fim da apuração.
Lula venceu em 13 estados, incluindo todos os nove do Nordeste, enquanto Flávio liderou em 14, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. A maior vantagem de Lula foi na Bahia, com 3,9 milhões de votos, e no Nordeste, onde ele somou cerca de 13,7 milhões de votos a mais que Flávio.
O comparecimento nas urnas aumentou em 4.858 municípios, enquanto caiu em 705, principalmente na Região Norte. Minas Gerais foi o único estado a trocar de vencedor, com Lula vencendo por 109 mil votos após ter ficado 589 mil votos atrás no primeiro turno. Além disso, os votos brancos e nulos atingiram o menor percentual desde 1989, com apenas 3,2% do total de votos.
