Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão avaliando que o pedido do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, para anular o segundo turno das eleições não deve ter sucesso. Esses integrantes da Corte acreditam que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em algumas regiões, não alterou o resultado do pleito.
A prorrogação do horário de votação foi solicitada pela própria campanha de Flávio Bolsonaro para municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Apesar de Flávio considerar inexplicável essa extensão, os ministros do TSE e do STF reconhecem que houve falhas nas duas Cortes durante o processo.
A decisão de Zanin gerou críticas no TSE e levou a reuniões de emergência entre os ministros para discutir como lidar com a situação. O TSE, após relatos de problemas de transporte e voos cancelados, decidiu manter o encerramento da votação às 17h, enquanto aguardava informações mais concretas sobre os incidentes.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, solicitou informações ao TRE da Bahia em um prazo curto, mas a campanha do presidente Lula também acionou o STF pedindo a prorrogação. A decisão de Zanin foi divulgada rapidamente, mas a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou contra a extensão do horário.
A situação gerou um clima de tensão, com aliados de Kassio vendo a decisão de Zanin como um atropelo. Por outro lado, ministros próximos a Zanin defendem que Kassio demorou a agir em um problema que já se arrastava há horas. Após discussões, foi acordado que a prorrogação se aplicaria apenas às seções que ainda estivessem abertas.
