O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu, neste domingo (25), as declarações do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que fiscais do partido foram removidos da sala-cofre do tribunal durante a apuração das eleições de 2026. O TSE esclareceu que a sala-cofre não é acessível a visitas, mas outras áreas do tribunal, como a Sala de Totalização, são abertas à fiscalização.
De acordo com a instituição, dois fiscais do PL estavam presentes na sede do TSE no domingo, acompanhando o Teste de Integridade das Urnas, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados. O tribunal destacou que existem registros e filmagens que comprovam a presença dos fiscais nas áreas de fiscalização.
Após a proclamação do resultado, Flávio Bolsonaro não aceitou a derrota e anunciou sua intenção de anular a votação. Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação, alegando que isso comprometeu a lisura do processo eleitoral.
O candidato derrotado também contestou a isonomia do pleito, afirmando que a prorrogação das eleições poderia ter impactado sua votação em diversos estados. Em contrapartida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu a integridade do processo eleitoral, ressaltando a importância do respeito à vontade dos eleitores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também se manifestou após o resultado, afirmando que a vitória foi da democracia e que é necessário respeitar a decisão das urnas. Ele enfatizou a necessidade de união no país em um momento de polarização política.
