O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, declarou neste domingo (25) que não houve prejuízo para os eleitores, apesar das dificuldades no transporte público que afetaram o acesso aos locais de votação. Manfré informou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar a votação foi recebida oficialmente às 18h17.
O ministro do STF, Cristiano Zanin, havia decidido estender o horário de votação até as 19h, levando em conta os problemas de transporte relatados. No entanto, ele esclareceu que a prorrogação se aplicava apenas às seções onde as urnas ainda estavam abertas no momento da decisão, não reabrindo locais onde a votação já havia sido encerrada.
O coordenador da campanha de reeleição de Lula, senador Camilo Santana, criticou a situação do transporte, afirmando que houve um ‘boicote’ em capitais governadas pela oposição. Ele destacou que a decisão do STF chegou tarde para corrigir os problemas enfrentados pelos eleitores, especialmente em cidades como Salvador e São Luís.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também se manifestou, considerando a falta de ônibus um crime eleitoral. Ele afirmou que a ausência de transporte adequado em São Paulo e Salvador caracteriza uma tentativa de interferência no processo eleitoral, prejudicando o direito de voto dos eleitores do partido.
Na capital paulista, houve relatos de passageiros enfrentando longas esperas por ônibus, com motoristas se recusando a operar em algumas áreas. A situação gerou iniciativas de cidadãos que ofereceram caronas a quem precisava se deslocar para votar. A Justiça Eleitoral havia determinado que a frota de ônibus operasse em 100% de sua capacidade, mas a realidade foi de ônibus parados e filas extensas nos terminais.
