Transporte público em SP enfrenta caos no dia das eleições; caronas se tornam alternativa

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Neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, o transporte público de São Paulo apresentou sérios problemas, com ônibus parados, terminais lotados e passageiros enfrentando longas esperas. No Terminal Varginha, localizado no extremo sul da cidade, alguns moradores relataram ter aguardado até três horas por um ônibus.

Na Zona Norte, especialmente em Santana e na região do Jardim Ângela, também foram observadas filas extensas de pessoas à espera de transporte. Em Vila Zilda, motoristas se recusaram a levar passageiros aos locais de votação, aumentando a frustração dos eleitores. Um casal que ofereceu caronas na região do Terminal Santana notou a hesitação das pessoas em aceitar a ajuda, mesmo diante da chuva.

Além disso, na Estrada M’Boi Mirim, passageiros ficaram expostos à chuva, aguardando por mais de 40 minutos por ônibus. O Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou à Justiça Eleitoral que a frota de ônibus estava operando apenas com 60% de sua capacidade, apesar de uma ordem judicial que determinava a circulação de 100% dos veículos.

A Justiça havia estabelecido essa medida para garantir a mobilidade dos eleitores, e a descumprimento poderia resultar em multas para o prefeito Ricardo Nunes e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A SPTrans, em resposta, alegou que foi notificada com menos de 12 horas de antecedência e que a ampliação da frota em tão pouco tempo trouxe desafios operacionais significativos.

A empresa destacou que, no domingo anterior, aproximadamente 6,9 mil ônibus estiveram em operação, transportando 3,4 milhões de passageiros. A tarifa de ônibus permanece gratuita aos domingos, conforme a política do Domingão Tarifa Zero, que visa facilitar o acesso ao transporte público. A SPTrans continua monitorando a situação para garantir que todos possam chegar aos locais de votação com segurança.

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