Neste domingo (25), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, exerceram seu direito ao voto no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ambos estão presos provisoriamente e, por isso, têm o direito de votar, conforme a legislação brasileira.
Vorcaro e Stefanutto já haviam votado no primeiro turno das eleições. Em contrapartida, o ex-presidente Jair Bolsonaro está impossibilitado de participar do pleito, uma vez que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados a uma tentativa de golpe. Ele começou a cumprir sua pena em novembro de 2025 e atualmente está em prisão domiciliar.
A Constituição brasileira garante o direito ao voto para presos provisórios, que ainda não possuem condenação definitiva. Vorcaro está detido preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, enquanto Stefanutto foi preso em novembro de 2025 durante a Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades em aposentadorias e pensões.
Além deles, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, também manifestou interesse em votar, mas sua defesa foi informada sobre possíveis problemas logísticos que poderiam impedir sua participação. Antunes está preso desde setembro de 2025 e é considerado um dos principais envolvidos no esquema de descontos irregulares no INSS.
A possibilidade de votação para presos provisórios foi reafirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou que a suspensão dos direitos políticos só se aplica a condenações definitivas. Em 2022, 12.903 presos provisórios votaram, e em 2024, 6.322 detentos tiveram transferência temporária do título eleitoral para poder participar das eleições.
