Theodoro, onça-pintada monitorada há 5 anos, mobiliza resgate de 3h em rodovia no interior de SP

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Uma onça-pintada adulta, conhecida pelos pesquisadores como Theodoro, mobilizou uma operação de resgate que durou aproximadamente três horas em Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo. O animal foi flagrado às margens da Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), exigindo a atuação de equipes para garantir seu retorno seguro à mata.

A força-tarefa foi acionada após uma equipe da Polícia Militar avistar o felino e solicitar apoio. Andréa Pires, diretora de biodiversidade da Fundação Florestal, foi chamada e reconheceu Theodoro imediatamente ao chegar ao local. Ela relatou o nervosismo inicial, mas a surpresa ao identificar o animal, que é parte de um programa de monitoramento.

Theodoro é conhecido e monitorado desde 2021 pelo programa Monitora Bio SP, da Fundação Florestal, no Parque Estadual do Morro do Diabo. Sua identificação individual é possível graças às manchas únicas de seu pelo, que funcionam como uma impressão digital, permitindo que os pesquisadores o diferenciem de outros animais. O programa utiliza armadilhas fotográficas para rastrear a movimentação dos animais.

O resgate ocorreu sem a necessidade de contenção química. A equipe acompanhou Theodoro de volta à área de mata, respeitando seu cansaço e seu ritmo. Em determinado momento, o felino parou e não se moveu em direção à mata, forçando a equipe a abrir um alambrado próximo para facilitar seu deslocamento seguro.

O nome Theodoro é uma homenagem a Teodoro Fernandes Sampaio, geógrafo e pesquisador que liderou uma expedição importante na região em 1886. O nome também remete à cidade onde o parque está localizado, reforçando a conexão histórica e científica com a área. A onça-pintada é considerada um símbolo crucial para a conservação da fauna local.

Embora sua idade exata não seja conhecida, Theodoro já era um adulto jovem ou adulto quando começou a ser monitorado. Ele utiliza uma vasta área que inclui o Parque Estadual do Morro do Diabo e a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, através de um corredor ecológico. Os dados coletados pelas armadilhas fotográficas ajudam a entender a movimentação desses animais.

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