Carros clássicos dos anos 1960 percorrem 5,6 mil km em expedição entre Brasil, Argentina e Uruguai

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Uma expedição com 23 pessoas e oito carros fabricados nos anos 1960 completou um percurso de 5,6 mil quilômetros entre Brasil, Argentina e Uruguai. O grupo partiu de Campinas (SP) no dia 2 com destino à Argentina para participar da AutoClásica 2026, um renomado evento de veículos históricos realizado em Buenos Aires. A frota era composta por modelos DKW-Vemag, incluindo uma Vemaguet, seis Belcars e um Puma, com o veículo mais antigo datado de 1963.

A expedição cruzou a fronteira brasileira em Foz do Iguaçu (PR) e chegou a Buenos Aires a tempo de participar do evento em Hipódromo de San Isidro. A AutoClásica, reconhecida pela Federação Internacional de Veículos Antigos (FIVA), reuniu mais de 1,2 mil automóveis e motocicletas históricas entre 9 e 12 de outubro, com expositores de diversas nacionalidades. O convite para a participação partiu do Auto Union Clube da Argentina, que buscava a presença de três dos carros clássicos brasileiros.

Após o evento na Argentina, os viajantes embarcaram em uma balsa (buquebus) de Buenos Aires para Colônia del Sacramento, no Uruguai. De lá, seguiram viagem até o Chuí, no Rio Grande do Sul. Na quinta-feira (15), o grupo pernoitou em Canela (RS), com previsão de chegada a Campinas no domingo (18). Parte dos participantes planeja estender a viagem até Belo Horizonte (MG).

A jornada não foi isenta de contratempos mecânicos. Apesar da vistoria pré-expedição, alguns dos veículos apresentaram problemas. Um dos Belcars teve o motor travado e precisou ser guinchado, enquanto um Puma sofreu com a quebra do eixo traseiro durante o trajeto de ida. A equipe conseguiu repor o eixo com o apoio de contatos locais e realizou os reparos necessários.

Para o aposentado Mário Luiz Menezes, organizador da expedição e proprietário de um Belcar de 1967, a viagem teve um forte apelo sentimental. Ele compartilhou a experiência com a esposa e os filhos, viajando em um veículo que pertenceu ao seu pai, falecido há 20 anos. Menezes, que dedicou a vida profissional à terraplenagem, mantém uma oficina especializada em modelos DKW, que administra mais como um hobby.

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