
O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou nesta sexta-feira (16), em Hortolândia (SP), que o governo federal pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A mudança abrangerá casos específicos de crimes hediondos, como homicídio, latrocínio, feminicídio e sequestro seguido de morte.
A declaração de Alckmin ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestar, pela primeira vez, ser favorável à redução em entrevista. Alckmin enfatizou a necessidade de combater a impunidade, que, segundo ele, estimula a criminalidade.
“Não pode haver impunidade. A impunidade estimula a atividade delituosa. Então, nós vamos reduzir para 16 anos”, afirmou o vice-presidente durante o evento. Ele participou de um encontro com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças regionais na cidade paulista.
Durante sua visita a Hortolândia, Alckmin também expressou confiança na reeleição do presidente Lula. Ele citou pesquisas que, segundo ele, indicam um ganho de votos significativo em um curto período. Alckmin mencionou a alta taxa de abstenção no primeiro turno das eleições e projetou maior participação popular no segundo turno.
O vice-presidente destacou que 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno. Ele acredita que a votação do segundo turno, com a escolha de um único cargo, será mais rápida e incentivará uma maior participação dos cidadãos.
